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Álcool e acidentes em versão feminina |
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Herbert Zgoda |
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Aumento da incidência de alcoolismo entre as mulheres, comprovado por pesquisa inédita, traz relação com o crescimento no número de acidentes de trânsito envolvendo vítimas do sexo feminino. |
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O aumento do alcoolismo entre as mulheres, principalmente jovens, pode fazer com que elas passem a causar e ser vítimas de cada vez mais acidentes de trânsito. A presença feminina nas estatísticas de mortes no trânsito cresce há cinco anos, período semelhante em que se comprovou o aumento da dependência pelo álcool. |
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"A quantidade de álcool ingerida por mulheres aumenta muito e em idades cada vez mais precoces", diz o médico Sérgio Duailibi, da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para ele, o envolvimento feminino em acidentes é uma tendência. |
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Na noite do dia 10/02/08, cinco mulheres de 17 a 28 anos morreram e duas ficaram feridas num acidente numa estrada paulista. Elas voltavam de uma festa de aniversário em Mogi das Cruzes e seguiam para Santo André, onde três delas moravam, quando bateram de frente em um caminhão. No carro, havia garrafas de cerveja vazias. À polícia, a aniversariante disse que as amigas haviam "bebido socialmente". No mês que vem, um laudo revelará se a bebida teve relação com o acidente. |
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Levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp, aponta que o alcoolismo entre meninas de 12 a 17 anos quase dobrou de 2001 para 2005 de 3,5% para 6% do total. Entre as jovens de 18 a 24 anos, o percentual subiu de 7,4% para 12,1%. No caso dos homens, o crescimento foi menos significativo: de 6,9% a 7,3% (de 12 a 17 anos) e de 23,7% a 27,4% (18 a 24 anos). No Sudeste, para jovens de 12 a 17 anos, a situação é inusitada: 6,4% delas são dependentes, contra 4,9% dos meninos. |
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Apesar do índice de mulheres em acidentes de trânsito fatais ser menor do que de homens, em números absolutos, desde 2001 a quantidade de vítimas do sexo feminino aumenta em proporção maior do que as do masculino. Em 2001, 25.335 homens morreram no trânsito e, em 2005, foram 29.798 aumento de 17,6%. Já entre as mulheres, o salto foi de 19,8% no mesmo período, passando de 5.682 para 6.805 vítimas. |
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Pesquisa da Uniad, ainda inédita, abordou 2.500 motoristas no trânsito da capital paulista, em noites de sexta-feira, para checar, com exame de bafômetro, se estavam embriagados. Resultado: 39% haviam bebido antes de dirigir e 20% tinham níveis de álcool no sangue acima do permitido por lei. |
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