Saúde e Bem Estar
 
 
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Consumo de álcool durante a gestação está associado ao aumento de risco de má-formações fetais

 

A presença de problemas emocionais em gestantes, como ansiedade e estresse, pode colaborar para o uso de substâncias psicoativas, o que pode trazer danos para o bebê. O consumo de álcool durante a gestação, por exemplo, está associado ao aumento de risco de más-formações fetais, sendo a mais grave, a Síndrome Alcoólica Fetal - SAF. Em mulheres alcoolistas, o risco de ter uma criança portadora dessa síndrome é de aproximadamente 6%.

 

Estudo publicado na Revista de Saúde Pública investigou a relação entre consumo de álcool e problemas emocionais em gestantes. Foi verificado se com O consumo problemático de álcool (uso nocivo ou dependência), as gestantes tiveram mais problemas emocionais quando comparadas àquelas cujo consumo não era problemático.

 

Para o estudo, foram aplicados três questionários: um para dados sociodemográficos, um Questionário de Morbidade (transtorno) Psiquiátrica - QMPA, e um questionário padronizado como parte da entrevista para avaliação de problemas relacionados ao uso de álcool (uso nocivo ou síndrome de dependência). Responderam aos questionários 450 gestantes, de um serviço obstétrico público de Ribeirão Preto - SP.

 

A amostra foi constituída em sua maioria por mulheres jovens (média de 23,9 anos), brancas (58,9%) e solteiras (60,7%). Quanto à escolaridade, 63,5% das gestantes apresentaram escolaridade menor que quatro anos. A maioria possuía baixa renda familiar, sendo que 71,6% apresentaram renda menor que cinco salários mínimos e 80% estavam desempregadas na época da entrevista. Foram encontradas 172 gestantes (38,2%), com suspeita de algum transtorno psiquiátrico. Alguns dos desconfortos mais relatados foram: períodos de tristeza/desânimo (55,8%); fobia a locais fechados ou escuros, objetos e animais (52,2%); e explosão fácil (acessos de descontrole emocional), 43,5%.

 

Os itens dores freqüentes de cabeça, crises de irritação, intranqüilidade e nervosismo freqüente foram relatados por 33,3% das mulheres. Detectaram-se 41, (9,1%) gestantes com consumo problemático de álcool, sendo 27, (6,0%) com diagnóstico de uso nocivo e 14, (3,1%) com dependência de álcool. A presença de diagnóstico de uso nocivo ou síndrome de dependência de álcool relacionou-se à maior intensidade de sofrimento emocional das gestantes.

 

Considerando a prevalência de problemas emocionais, o consumo de álcool durante a gestação e os riscos de problemas à saúde materno-infantil, os autores da pesquisa concluem e sugerem que sejam realizadas pelos profissionais de saúde avaliações mais criteriosas da relação entre transtornos psiquiátricos e uso de álcool entre gestantes.

 

Fonte: Einstein Álcool e Drogas

 
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