Saúde e Bem Estar
 
 
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Em defesa da vida

 

Doze mil crianças são vítimas da Síndrome do Alcoolismo Fetal

 
Maria Lúcia Prandi
 

    Pesquisas científicas indicam que, todos os anos, 12 mil crianças são vítimas da Síndrome do Alcoolismo Fetal. Em média, a cada mil nascidos vivos, 2,2 bebês apresentam o distúrbio, conseqüência direta do consumo de bebidas alcoólicas, pela gestante, durante a gravidez.

 

    É exatamente com o objetivo de alertar as mulheres sobre esse risco que defendo a inscrição de uma frase em todos os rótulos de bebidas alcoólicas envazadas e/ou comercializadas no Estado. O mesmo alerta deverá ser explicitado em todas as campanhas publicitárias de bebidas alcoólicas. A obrigatoriedade está prevista no Projeto de Lei 1387/07, que protocolei em dezembro na Assembléia Legislativa. Entre 2004 e 2006, cresceu 78% o número de mulheres alcoólatras atendidas pelos Centros de Atenção Psicossocial, mantidos pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

 

    Outras pesquisas indicam que, desde o final da década de 80, sobe a proporção de mulheres alcoólatras no país: antes, uma para cada dez homens; agora, uma para cada três. Segundo especialistas, a tendência é preocupante, porque o organismo feminino é mais vulnerável biologicamente aos efeitos do álcool.

 

    Enquanto os homens levam 15 anos, em média, para ter problemas no fígado, entre as mulheres este tempo cai para cinco anos. Há, ainda, maiores riscos de doenças cardiovasculares, câncer de mama, osteoporose e distúrbios psiquiátricos. Além dos efeitos adversos para a saúde física e mental, as mulheres também enfrentam conseqüências negativas nos campos familiar, social e profissional.

 

    Mas a pior dessas conseqüências, certamente, é gerar um filho com a SAF – geradora de déficits mentais e gera uma série de seqüelas, que comprometem a qualidade de vida dos bebês. Os problemas podem ser físicos, mentais, neurológicos ou comportamentais.

 

    Há um déficit do crescimento antes ou após o nascimento, além de poderem surgir deformidades faciais, microcefalia (crânio pequeno) e desenvolvimento comportamental anormal.

 

    É fundamental destacar que a ciência ainda não identificou níveis seguros de ingestão de álcool durante a gravidez. Isto reforça a necessidade de um alerta explícito às mulheres sobre os riscos a que estão submetendo seus filhos. Um alerta em defesa da vida.

 

Fonte: Jornal Bom Dia de Rio Preto

 
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