Saúde e Bem Estar
 
 
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Quais drogas oferecem riscos na gravidez?

 

    Existem algumas drogas que apesar de possuir um efeito inadequado, podem ser usadas quando o benefício para a mãe supera o risco para o feto. Este é o caso dos analgésicos. Porém, em doses muito altas podem determinar alterações de crescimento ou problemas no coração do feto.

 

    Os anticoagulantes, segundo a Dra. Marair Gracio Ferreira Sartori, Professora-adjunta da disciplina de ginecologia da Escola Paulista de Medicina, podem determinar malformações fetais, entretanto, são importantes para mulheres com problemas de trombose. "Nestes casos são substituídos pela heparina até o fim do terceiro mês de gestação e 30 dias antes do parto, para evitar defeitos no feto e não prejudicar a mãe?, observou a professora.

 

    Os antibióticos devem ser usados com cautela. Os aminoglicosídeos (estreptomicina, tobramicina) podem causar defeitos de audição. As tetraciclinas estão ligadas a malformações ósseas e dentes amarelos; as sulfas não devem ser usadas no final da gestação, pois podem determinar icterícia. Normalmente, podem ser utilizadas as penicilinas e seus derivados.

 

    Os ansiolíticos podem causar malformações como lábio leporino, assimetria da face e, ainda, determinar abortamentos. Os anticonvulcionantes devem ser ministrados às grávida que sofrem de epilepsia, visto que as crises oferecem mais riscos para o bebê do que os remédios.

 

    De acordo com a Professora, os antinflamatórios não devem ser usados após 32 semanas pelo risco de alterar os rins e o coração do feto. Em outras fases e em curtos períodos, podem ser usados. Já entre os anti-hipertensivos, a metildopa pode ser utilizada. Outros tipos, quando usados no final da gravidez, podem acarretar diminuição do líquido amniótico e aderências intrauterinas.

 

    As drogas que não podem ser usadas são anticoncepcionais, hormônios, alguns antivirais, ácido retinóico, entre outras. Na lista de medicamentos que não acarretam riscos ou riscos não-comprovados estão a Acetaminofem, ácido fólico, ácido nalidíxico, aspartame, dipirona e penicilina. Nunca se auto-medique, busque sempre a orientação do seu médico!

 

Fonte: Bebê 2000

 
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