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Energético e álcool embalam as noites dos jovens no Rio |
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Não é difícil encontrar nas noites cariocas latas de energéticos vazias no chão, em mesas e lixeiras de boates. A bebida virou o combustível daqueles que pretendem aproveitar as baladas até a última gota e ir para casa já com o dia claro e, não raro, leva à brigas generalizadas dentro e fora dos estabelecimentos. |
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Mesmo com o preço elevado – no mínimo R$ 10 a unidade – os jovens não hesitam em ingerir a bebida e, contrariando as recomendações escritas na lata, misturam o enérgico com bebidas alcoólicas. E muitas vezes são incentivados pelos proprietários das casas, que além de sugerir drinks que misturam álcool com os energéticos, espalham as logomarcas dos patrocinadores por todo lugar: baldes, mesas, decoração na entrada, pequenas geladeiras e até nos uniformes dos funcionários. |
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A estudante Erica, de 22 anos, sempre que precisa de uma disposição maior para curtir a noite, recorre ao energético com uísque. Ela sabe que a mistura não é recomendada, mas garante que nunca se sentiu mal por causa disso. "Em uma noite bebo cerca de seis doses. O álcool fica mais suave e desce melhor, consigo ingerir mais do que se estivesse bebendo puro" revela a estudante, que costuma freqüentar boates da Zona Sul, Centro e Barra. |
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"A sensação é diferente da bebida pura, a pessoa fica muito ligada". A estudante Mariana, de 22 anos, que costuma freqüentar a boate Baronneti, em Ipanema, conta que ela e suas amigas quando estão desanimadas preferem ingerir algo mais forte. "A gente fica mais animada e consegue curtir até o fim. Não dá sono, só vontade de se divertir e dançar muito". |
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O problema, segundo a arquiteta Marcela Castro, de 26 anos, é que a mistura não permite uma boa noite de sono. "Adorava beber energético com vodca, mas o problema é que quando chegava em casa, só conseguia dormir porque já estava muito bêbada" avalia Marcela, que completa: "Mas o sono não durava mais do que poucas horas. Acordava, não conseguia mais dormir e ainda estava muito ligada." Erica concorda e, segundo ela, só é possível pegar no sono quando amanhece. |
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Para evitar os efeitos, Marcela agora diz que tem evitado beber álcool com energéticos. "A ressaca é maior no dia seguinte, me sentia muito mal" lembra Marcela, que não ingere energéticos há um mês. "Agora prefiro a vodca com guaraná." Mesmo com alguns efeitos após o uso, um garçom da boate Baronneti garante que a bebida mais pedida na casa é a vodca com energético. |
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E o grande consumo não é um fato isolado. Somente o mercado brasileiro consome aproximadamente 100 milhões de latas de energéticos por ano, movimentando mais de R$ 560 milhões. De acordo com a líder do mercado, a marca Red Bull, o consumo cresce cerca de 16,6% ao ano. O gerente da Baronneti, Diego Losh, argumenta que no cardápio da casa não há bebidas alcoólicas com energéticos e que a mistura é feita pelos clientes. |
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"Eles consomem da forma que acham mais interessante. Os energéticos são produtos que têm muita demanda" defende Losh, explicando que a marca Red Bull é um das patrocinadoras da casa e por isso a logo é frequente na casa. |
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A boate Nuth, na Barra, estabelecimento também visitado pela equipe do JB, foi procurada mas não retornou as ligações para falar sobre a venda de energéticos com bebidas alcoólicas e a utilização de móveis de propaganda na casa. |
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Fonte: JB Online
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