Saúde e Bem Estar
 
 
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Mulher sofre mais os efeitos do álcool

 

    Além da dependência física e psicológica, o álcool provoca doenças sérias como a cirrose hepática, miocardite alcoólica e a perda da memória, dificuldade de concentração e poder de raciocínio com o enfraquecimento ou morte dos neurônios.

 

    O médico Renerys Pinheiro explica que o álcool é uma substância que afeta todo o organismo, além de órgãos vitais como o fígado, coração e cérebro. O efeito na mulher é ainda mais devastador que no homem. Segundo ele, por dois motivos. Primeiro porque a massa corporal da mulher é menor que a do homem e depois porque elas são mais sensíveis à substância.

 

    "Bebendo a mesma quantidade que um homem, a mulher tem o dobro de risco de ser acometida por um desses males", alerta o médico, que lida diariamente com esse tipo de problema no Pronto Socorro e no Hospital Geral de Roraima. O risco também é alto entre os filhos de pais alcoólatras. Por causa da herança genética, Renerys afirma que eles devem evitar totalmente a bebida.

 

    O álcool também é um perigo para os adolescentes, que ainda estão em processo de formação da personalidade e não tem autonomia em suas escolhas. "Conheci um garoto de doze anos que morreu há poucos meses. Ele começou a beber aos seis anos de idade, junto com o pai. O álcool é uma droga que não deve ser tolerada pelos pais", alerta.

 

    A Secretaria de Saúde não dispõe de dados sobre o alcoolismo no Estado, mas o médico considera absurdo o número de pessoas que morrem em decorrência do consumo excessivo do álcool.

 

    O médico não é contra a ingestão moderada do álcool. Diz que tomar até duas garrafas grandes de cerveja no final de semana não prejudica a saúde. Mas qualquer dose acima disso já é arriscado. Quem bebe todos os dias, mesmo que seja só uma latinha, já é considerado alcoólatra.

 

Fonte: Folha de Boa Vista

 
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